Segunda sucessão é mais complexa que a primeira. E as empresas que chegam a ela já sabem disso.
Sessenta anos de operação.
Primeira geração construiu. Segunda profissionalizou. Terceira está sendo preparada agora, com o processo ainda no início, antes de qualquer urgência.
Isso é raro.
A maioria das empresas familiares não chega à terceira geração. Não porque os herdeiros sejam incapazes. Porque a sucessão foi tratada como evento e não como processo.
Segunda sucessão é diferente da primeira.
Na primeira, o fundador passa para o filho. A empresa ainda carrega o DNA de quem criou. A cultura está viva na figura do patriarca.
Na segunda, o referencial é mais difuso. Há mais sócios, mais perspectivas, mais interesses legítimos em conflito.
Empresa que chega à terceira geração com estrutura já formalizou papéis. Separou propriedade de gestão. Definiu quem tem direito a opinar e quem tem direito a decidir.
Não é burocracia. É o que impede que o crescimento vire disputa.
O processo leva anos. Quem começou cedo sabe disso e não tem pressa.
Quem ainda não começou está trabalhando com prazo que não controla.
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