Dia da Mulher Empresária: um elogio merecido
Hoje é Dia da Mulher Empresária. A homenagem de praxe é dizer que mulher merece estar na mesa de decisão. Concordo.
Maria Hallack é Conselheira Presidente de empresas atendidas pelo Conselho Veríssimo. Chegou lá depois de 25 anos como executiva C-level da Tigre, atuação em 9 países, quase uma década como CEO da operação na Argentina. Ela não está na mesa porque alguém decidiu que precisava de uma mulher na mesa. Está porque faz, empresa após empresa, a mesma coisa com roupagens diferentes.
Três situações. Um único padrão.
Numa empresa em plena expansão, com filiais em mais de um estado e a segunda geração assumindo posições de peso, o tema era o critério de acesso a essas posições. A resposta dela não foi opinar sobre quem merecia o quê — foi propor um protocolo de família formal, com critério escrito, capaz de resistir a qualquer disputa futura entre herdeiros.
Em outra empresa, faturando na casa de dois dígitos que justificariam um conselho profissional, o resultado vinha forte no papel e ninguém no comando sabia explicar com precisão o porquê. A resposta dela foi instituir três lentes fixas de leitura financeira — caixa, DRE, balanço — e um calendário trimestral de prestação de contas à família, substituindo a gestão por impressão pela gestão por dados.
Numa terceira empresa, com dezenas de milhões em faturamento anual e operação madura, a companhia ainda vivia de orçamento informal, decidido ano após ano no calor do momento. A resposta dela, de novo, foi a mesma lógica aplicada em outra escala: projeção de fluxo de caixa formal, orçamento anual documentado, com a decisão deixando de nascer da urgência do mês.
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Três empresas de porte real, três problemas com cara diferente, uma resposta que se repete: tirar a decisão da subjetividade e colocar em cima de critérios. Ninguém faz isso por reflexo. Faz porque já viu de perto — vinte e cinco anos administrando resultados reais em nove países, à frente de operações que não perdoam imprecisão e oito anos à frente de Conselhos de empresas abertas e fechadas.
A homenagem que se repete todo Dia da Mulher Empresária é dizer que elas merecem estar na mesa. Merecem, sim. Mas essa frase, sozinha, homenageia a presença — e presença não é o que fez a diferença nas três empresas acima. A homenagem que realmente importa é outra: perguntar por que sua empresa ainda não tem alguém capaz de buscar o mesmo nível de critérios que a Maria defende. Essa pergunta, sim, é um tributo à altura do dia.







